À Rosa

 

Se às vezes forço a barra,

com alguma piada sem graça.

Se me disfarço de músico,

pra dizer que quero estar junto

ou quando pareço exagerado

ao abandonar a tripulação do barco

e navegar a cidade por uma Rosa…

 

Desculpe.

Se tento te causar espanto,

é por que eu te amo tanto.

 

Se às vezes te peço calma,

é por que estou em karma.

Se às vezes sumo,

é por medo de dizer que quero estar junto.

Se não falo do meu passado,

é por que é um barco naufragado.

E no fundo do oceano encontrei uma Rosa…

 

Desculpe…

É que, pra ser franco,

essa Rosa me causa tanto espanto.

 

Se às vezes invado teu espaço,

querendo juntar teus pedaços.

Se tento te proteger,

das gêmeas que sei que não são você

ou quando te olho sem cessar,

no oceano dos teus olhos,

querendo ir até o fundo, mesmo se for afogar…

 

Por favor,

Não faça de mim um estranho.

Faça do seu punho meu pulso.

Guarde-me as tempestades desse oceano.

Deixe que meu pulso sangre,

até a última gota de sangue

depois jogue-me no fundo do oceano.

Lá encontrei minha Rosa.

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18 comentários sobre “À Rosa

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