Quero uma casa no interior.

Rua de pedra, duas portas,

e três janelas, no máximo

e só,

e só envelhecer.

 

Ter o tempo em rugas:

com a pele desenhada

por todos meus destinos.

E não,

não envelhecer.

 

Tomar leite com farinha de milho,

numa manhã morna

enquanto o sol acorda..

e só,

só amanhecer.

 

Um céu escuro a assobiar.

E entre brilhos e brisa,

abrir portas e janelas

e só,

só dispersar.

 

Ter a companhia da gaita,

pra momentos de tristeza.

E um céu escuro a assobiar…

E só,

solidão.

 

Ter um dia a mais ou a menos

E no meio destes,

29 de fevereiro.

E só,

e sobrar.

 

Quero o esquecimento

da moeda, da cruz, do prédio

e do resto. Da vida e da morte,

e vice-versa…

E só. E pó.

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